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Na Vila Campinas, festa para arrecadar recursos se transforma em baile regado a muita cerveja. Menores de idade consumiram cerveja à vontade, inclusive sob as vistas de policiais
BRASÍLIA – O deputado Flaviano Melo (PMDB-AC) cobrou da Secretaria de Educação medidas enérgicas no sentido impedir que escolas rurais, entre as quais do município de Plácido de Castro, se transformem em locais livres para a prática de baile funk com direito a ingestão de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes. A preocupação de Flaviano se dá diante do episódio ocorrido em meados desde mês na Escola São Luiz, da localidade de Vila Campinas.
Pais de alunos promoveram no dia 11 um arraial para arrecadar fundos destinados á formatura dos alunos. A festa, no entanto, se transformou num baile funk regado a muita cerveja. Foram consumidas na ocasião mais de 60 caixas de cerveja e capeta (uma mistura de bebidas fortes), “inclusive os alunos menores de idade beberam muito”, afirmou Gildomar Oliveira Gomes, o Charqueiro, em denúncia ao Ministério Público Estadual.
De acordo com Charqueiro, a bebida era comercializada livremente em pelo menos cinco barracas com o diretor da escola, professor Camilo. Ainda conforme Charqueiro em todos os cantos da escola havia adultos e menores de idade consumindo bebidas alcoólicas sem nenhum receio. Ele contou ao MPE que durante a festa havia também policial militar (em folga) consumindo bebidas, além da presença da representante do Fórum de Campinas.
“Depois de registrar algumas imagens da festa, fui ameaçado inclusive pelo diretor da escola, que deve ter imaginado que o episódio seria denunciado. Infelizmente o que era para ser um evento familiar acabou se tornando um baile impróprio para menores”, contou Charqueiro ao Ministério Público Estadual.
Diz o artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “Vender, fornecer ainda que gratuitamente, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente, sem justa causa, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica, ainda que por utilização indevida: Pena - detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave”.
Para Flaviano, o caso ocorrido na Escola São Luiz é “gravíssimo e exige das autoridades da área de educação uma providência imediata”. Flaviano ainda parabenizou a atitude de Charqueiro em levar o caso ao conhecimento do Ministério Público. “Ele (Charqueiro) se mostrou um cidadão consciente. As pessoas devem seguir o exemplo dele”.
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